
Um livro sobre um legado “de braço dado com Espanha”, que chegou até ao turismo ganadero, que pode servir de estímulo a outras histórias familiares. (…) são elas [as fotografias], em primeiríssimo lugar, que nos dão a medida desta paisagem que, garante Joaquim Grave, “tem sítios que seguramente fizeram parte do paraíso”, e que na primavera e nos crepúsculos da tarde preferidos pela maioria dos registos imagéticos — o “folgado horizonte” do verso dum poema familiar — alcança tonalidades cromáticas dignas dum “Reino Maravilhoso” (p. 45). “É por isso que vivo aqui”, afirma o ganadeiro, “porque na Galeana a vida nunca acaba e em sonhos o homem é livre e eterno. Viver na Galeana é sentir o toiro por toda a parte, o toiro que me dá uma vida maravilhosa que aproveito intensamente, porque também sei que, a qualquer momento, ele pode tirar-ma…” (p. 64).
Vasco Rosa, in Observador
Leia a notícia completa aqui: